Archive for novembro, 2006

MANIFESTO de apoio:
dia 20/11 a partir da 12h na praça RuiBarbosa(ocorre simultaneamente em várias cidades do Mundo).
Construiremos um mosáico coletivo, haverá um varal de fotos de OAXACA e das manifestações de apoio q já aconteceram pelo mundo e o Grupo Viento Sur estará presente)

PARA SERMOS OAXACA, PARA SERMOS LIVRES

“Mas somos muitos milhões de homens
comuns
e podemos formar uma muralha
com nossos corpos de sonho e margaridas”, Ferreira
Gullar

Os professores, os indígenas, os camponeses, os estudantes e todo o povo do estado de OAXACA, no México, estão vivendo uma experiência única de organização popular, chamada a ‘COMUNA de OAXACA’. Todos nós que queremos melhorar nossas vidas temos muito a aprender com esta luta.

A palavra-chave para o que está acontecendo em OAXACA é: autonomia dos povos. O que tem a mesma semente das associações de bairro, das assembléias populares, da autogestão de cooperativas, das padarias comunitárias, dos movimentos sociais. Ou seja: aquilo que cria poder popular.

Tudo começou em maio, numa greve de professores que exigiam aumentos salariais. Daí, ao invés de escutá-los, o governador Ulises Ruiz reprimiu os professores, deixando o povo de Oaxaca indignado. Camponeses e indígenas se uniram aos protestos, expulsaram a polícia do centro da cidade e formaram a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca – APPO -, exigindo a retirada de Ulises.

O povo assumiu o controle de OAXACA e começou a formar barricadas. Neste momento, o povo ocupou prédios públicos, tomou conta de rádios para contar a história que os jornais e tvs não nos contam.

A APPO é formada por milhares de pessoas, mas as decisões são coletivas, por consenso. Não há políticos para representá-los. As assembléias são herdadas da tradição das comunidades indígenas. É assim que o povo de OAXACA quer seu estado. “Não que venha alguém de fora governar, mas que o povo decida quem e como governa. E, se não obedece, o mesmo povo tem o poder de retirá-lo”, é o que os zapatistas chamam de “mandar obedecendo”.

Como eles mesmos dizem, “nada é fácil”, e desde então têm resistido à repressão da polícia federal e dos grupos paramilitares ligados ao governo. Desde maio cerca de 17 pessoas foram assassinadas, outras tantas presas e desaparecidas. Mesmo assim, a APPO não recuou .

Porém, a pedra jogada no lago espalha suas ondas. Outros estados mexicanos criaram suas assembléias populares. Em várias cidades do mundo pessoas manifestam sua solidariedade, porque agora, como dizem, todos somos Oaxaca.

A história da APPO nos deixa várias perguntas, algumas delas dolorosas, mas que temos de reconhecer:

Você tem poder de decidir o que se decide na sua cidade?
Você tem poder sobre os meios de comunicação?
Os professores têm poder sobre o valor do seu próprio salário?
A política tradicional alguma vez correspondeu às suas expectativas?
Não está na hora de tomar as rédeas da nossa vida?

Sobre Oaxaca

• É o quinto maior estado do México

• Com uma população de mais de 3.500.000 habitantes
(3,5% do total do país)

• É um dos estados com maior população indígena (32%
do estado)

• 47,6% da população empregada têm renda inferior ao
salário mínimo e 20,8% iguala

• Contribui com 1,6% do Produto Bruto Interno mexicano

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novembro 18, 2006 at 1:19 pm Deixe um comentário

DVD-TEKA

DVD-TEKA (libertária/informativa)
Bem vind@ a NOSSA DVD-TEKA, instrumento de troca e compartilhamento de Conhecimento.
Utilize a Vontade, mas antes leia:

1) Regulamento de USO

2) O Acervo

Caso não seja da Farmácia, mas queira utilizar o material (para fins não comerciais), converse com alguém do CAF ou traga seu CD/DVD virgem.

novembro 18, 2006 at 12:23 pm Deixe um comentário

O DIREITO À PREGUIÇA – Paul Lafargue

INTRODUÇÃO

O Sr. Thiers, no seio da Comissão sobre a Instrução Primária de 1849, dizia: “Quero tornar a influência do clero todo-poderosa, porque conto com ele para propagar esta boa filosofia que ensina ao homem que ele veio a este mundo para sofrer e não aquela outra filosofia que, pelo contrário, diz ao homem: ‘Goza’.” O Sr. Thiers formulava a moral da classe burguesa cujo egoísmo feroz e inteligência estreita encarnou.
A burguesia, quando lutava contra a nobreza, apoiada pelo clero, arvorou o livre exame e o ateísmo; mas, triunfante, mudou de tom e de comportamento e hoje conta apoiar na religião a sua supremacia econômica e política. Nos séculos XV e XVI, tinha alegremente retomado a tradição pagã e glorificava a carne e as suas paixões, que eram reprovadas pelo cristianismo; atualmente, cumulada de bens e de prazeres, renega os ensinamentos dos seus pensadores, os Rabelais, os Diderot, e prega a abstinência aos assalariados. A moral capitalista, lamentável paródia da moral cristã, fulmina com o anátema o corpo trabalhador; toma como ideal reduzir o produtor ao mínimo mais restrito de necessidades, suprimir as suas alegrias e as suas paixões e consumí-lo ao papel de máquina entregando trabalho sem tréguas nem piedade.
Os socialistas revolucionários têm de recomeçar o combate que os filósofos e os panfletários da burguesia já travaram; têm de atacar a moral e as teorias sociais do capitalismo; têm de demolir, nas cabeças da classe chamada à ação, os preconceitos semeados pela classe reinante; têm de proclamar, no rosto dos hipócritas de todas as morais, que a terra deixará de ser o vale de lágrimas do trabalhador: que, na sociedade comunista do futuro que fundaremos “pacificamente se possível, senão violentamente”, as paixões dos homens terão rédea curta, porque “todas são boas pela sua natureza, apenas temos de evitar a sua má utilização e os seus excessos” (1), e só serão evitadas pelo seu mútuo contrabalançar, pelo desenvolvimento harmônico do organismo humano, porque, diz o Dr. Beddoe, “só quando uma raça atinge o seu ponto máximo de desenvolvimento físico é que ela atinge o seu mais elevado nível de energia e de vigor moral”. Era esta também a opinião do grande naturista Charles Darwin (2)
A refutação do direito ao trabalho, que reedito com algumas notas adicionais, foi publicado no semanário L’Egalité de 1880, segunda parte.
Prisão de Sainte-Pélagie, 1883.P. L.
NOTAS:(1) Descartes, As Paixões da Alma.(2) Doutor Beddoe, Memoirs of the Anthropological Society; Ch. Darwin, Descent of man.

I – UM DOGMA DESASTROSO

“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos.” LESSING
Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que não confesso ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista.
Na sociedade capitalista, o trabalho é a causa de toda a degenerescência intelectual, de toda a deformação orgânica. Comparem o puro-sangue das cavalariças de Rothschild, servido por uma criadagem de bímanos, com a pesada besta das quintas normandas que lavra a terra, carrega o estrume, que põe no celeiro a colheita dos cereais. Olhem para o nobre selvagem, que os missionários do comércio e os comerciantes da religião ainda não corromperam com o cristianismo, com a sífilis e o dogma do trabalho, e olhem em seguida para os nossos miseráveis criados de máquinas. Quando, na nossa Europa civilizada, se quer encontrar um traço de beleza nativa do homem, é preciso ir consumí-lo nas nações onde os preconceitos econômicos ainda não desenraizaram o ódio ao trabalho. A Espanha, que infelizmente degenera, ainda se pode gabar de possuir menos fábricas do que nós prisões e casernas; mas o artista regozija-se ao admirar o ousado Andaluz, moreno como as castanhas, direito e flexível como uma haste de aço; e o coração do homem sobressalta-se ao ouvir o mendigo, soberbamente envolvido na sua capa esburacada, chamar amigo aos duques de Ossuna. Para o Espanhol, em cujo país o animal primitivo não está atrofiado, o trabalho é a pior das escravaturas. Os Gregos da grande época também só tinham desprezo pelo trabalho: só aos escravos era permitido trabalhar, o homem livre só conhecia os exercícios físicos e os jogos da inteligência. Também era a época em que se caminhava e se respirava num povo de Aristóteles, de Fídias, de Aristófanes; era a época em que um punhado de bravos esmagava em Maratona as hordas da Ásia que Alexandre ia dentro em breve conquistar. Os filósofos da antigüidade ensinavam o desprezo pelo trabalho, essa degradação do homem livre; os poetas cantavam a preguiça, esse presente dos Deuses: O Meliboe, Deus nobis hoec otia fecit
Cristo pregou a preguiça no seu sermão na montanha:”Contemplai o crescimento dos lírios dos campos, eles não trabalham nem fiam e, todavia, digo-vos, Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu com maior brilho.” Jeová, o deus barbudo e rebarbativo, deu aos seus adoradores o exemplo supremo da preguiça ideal; depois de seis dias de trabalho, repousou para a eternidade.
Em contrapartida, quais são as raças para quem o trabalho é uma necessidade orgânica? Os “Auvergnats”; os Escoceses, esses “Auvergnats” das ilhas britânicas; os Galegos, esses “Auvergnats” da Espanha; os Pomeranianos, esses “Auvergnats” da Alemanha; os Chineses, esses “Auvergnats” da Ásia. Na nossa sociedade, quais são as classes que amam o trabalho pelo trabalho? Os camponeses proprietários, os pequeno-burgueses, uns curvados sobre as suas terras, os outros retidos pelo hábito nas suas lojas, mexem-se como a toupeira na sua galeria subterrânea e nunca se endireitam para olhar com vagar para a natureza.
E, no entanto, o proletariado, a grande classe que engloba todos os produtores das nações civilizadas, a classe que, ao emancipar-se, emancipará a humanidade do trabalho servil e fará do animal humano um ser livre, o proletariado, traindo os seus instintos, esquecendo-se da sua missão histórica, deixou-se perverter pelo dogma do trabalho. Rude e terrível foi a sua punição. Todas as misérias individuais e sociais mereceram da sua paixão pelo trabalho.

Paul Lafargue nasceu em Cuba, filho de um francês e de uma judia, neto de uma mulata. Estudou medicina na França e se tornou um apaixonado militante socialista. Em 1868, casou-se com Laura, a filha caçula de Marx.
Seu texto mais conhecido é “O Direito à Preguiça”, publicado em Paris, em 1880.
Na época, os trabalhadores nas oficinas parisienses ainda trabalhavam em média 12 ou 13 horas por dia e, às vezes, as jornadas de trabalho se estendiam a 15, 16 e até 17 horas. A essa situação monstruosa ainda se acrescentava a circunstância de muitos operários estarem convencidos de que o trabalho em si mesmo era uma atividade dignificante e benéfica.

Para mais http://www.geocities.com/jneves_2000/lafargue.htm

novembro 15, 2006 at 3:54 pm Deixe um comentário


1º ChurascoVerdurada Científica Cultural da Farmácia

Na sede de construir um evento que integrasse o povo do curso, tanto quem estuda pacas, como quem não come carne ou ainda que é chegado numa bera, iniciamos a Construção da ChurrascoVerdura.

A idéia é que seja um “algo familiar”, entendendo que numa família tem de tudo.

As Comissões de formatura estão convidadas a ajudar a organizar e “vender coisas” para benefício da turmas.

Será no Clube Santa Mônica, dia 15 de novembro (é uma quarta-feira) e iniciará as 10h.
entrada 4 pila(pra pagar o lugar- o objetivo e integrar)

Programação:
13h Campeonato de Peba e Truco {premiação: Guloseimas( caixa de choolate ou paçoca)}

14 30min Escambo de materiais e leilão de trabalhos premiados: “quem dá mais por um trabalho que tirou 10 na Élida, 9 em F.Industrial”
Não nos resposabilizamos pelo mercado “negro ” de “avaliações”

15h 20min Festa novembrina e “apresentação” da turma de Forró do CAF.
leve seu traje típico de festa novembrina.

16h 30min FARMOSCAR: Categorias:
Prêmio “jovem cientistas”; miss boleia e miss Ogro; os mais Fashion; os mais XUXU(queridos); Prêmio Bureta de Prata; mais Gato(a); mais popular; Prêmio Dona Benta.

Todos receberam uma cédula na entrada, todos são candidatos. O objetivo não é depreciar ninguém, caso haja desconforto em receber o prêmio pode dar o prêmio para mim ou para o OKADA.

17h 30min: Corrida de Saco e campeonato de Queimada/Caçador(seja lá como chama na sua região)

Os ingressos devem ser comprados antecipadamente no CAF(pois é um club), tem ônibus que para na frente, estamos tentando conseguir um ônibus e provavelmente será realizada uma carrata até o local.

Por favor trazer o material para o Leilão(com proposta de preço, aceitamos doação) até o dia 10/11.

As eventuais doações seram destinadas para compra do novo PC.

Se você toca alguma coisa, canta(pelo menos acha), recita poesia, faz malabares, planta bananeira, Nunca dormiu na aula, então mostre seu talento.

Já temos uma apresentação confirmada: Eu e O Okada cantando Sandy e Junior

TODOS da FARMÁCIA(e agregados) são muito bem vindos.

novembro 7, 2006 at 11:15 pm 1 comentário

ELEIÇÕES para CORDENACÃO DO CAF e de REPRESENTAÇÃO ESTUDANTIL no Colegiado e no Departamento.

As inscrições de Chapa vão até dia 06 de novembro: Para Cordenação do CAF deve ter no Mínimo: 3 coordenador@s gerai, 1 Tesoureir@ e 1 Secretári@.

Para reprsentação discente no colegiado e departamento são 10 vagas(5 titulares e 5 suplentes), é EXTREMAMENTE IMPORTANTE o preenchimento dessas vagas por pessoas comprometidas, pois se queremos exigir um Curso de qualidade e maior participação estudantil nas decisões precisamos estar presentes em todas as reuniões.

Precisa-se de mesários para as votações.

Cumpra seu papel: monte uma chapa, entre em alguma, seja mesário, participe da reuniões e discussões. Só não fique olhando para o umbigo e reclamando sozinho.

A votação ocorrerá no dia 13 de novembro, segunda feira no Campus Botânico.

obs: “Não vote”, participe Construindo.

novembro 7, 2006 at 11:13 pm Deixe um comentário

Doação de sangue

Por favor quem puder doar sangue, estamos precisando de doações para Rosa Chasco, mãe da Gisele Chasco, estudante de farmácia da Nossa Universidade.

As doações devem ser feitas no Hemobanco [mapa e telefone aqui]
no nome de Rosa Chasco, são necessários 40 doadores para dar seguimento nos procedimentos.

Informações de como e quem pode doar {aqui}

novembro 2, 2006 at 12:15 am Deixe um comentário


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